Cidade de Bangkok (introdução) – TAILÂNDIA
Tudo é barato por lá; o caro é o voo pra chegar por essas bandas. Se ainda não foi nessa região do globo (a Ásia, ou pra ser mais preciso, o Sudeste Asiático), recomendo fazer um bom pé de meia e se programar pra tirar no mínimo seus 30 dias regulamentares (CLTistas, é isso?) de férias pra conseguir explorar no mínimo uns 3 ou 4 destinos próximos por lá. Fica a dica, by Tonho Bordão.
Os que já fui e voltaria fácil fácil na região são: Tailândia, Indonésia (Bali), Hong Kong (China), Singapura e Coreia do Sul (esta última não é no Sudeste Asiático e sim na Asia Oriental). Os que ainda não fui, mas estão na minha lista de desejo são Filipinas, Laos, Vietnã, Camboja, Malásia, China (continental), Taiwan e certamente Japão (os últimos três não ficam no Sudeste Asiático, mas no Leste da Asia ou como falei, Asia Oriental)!
Mas vamos lá, Bangkok foi a segunda grande capital do Sudeste Asiático que visitei. A primeira foi Singapura, que será motivo de outro post futuramente. Cheguei meio despreparado. Como falei na introdução à Tailândia no post anterior, o plano era ter ido pra Bali, saindo de Singapura; mas na hora de ir pro aeroporto tive a notícia de que os vulcões Raung e Gamalama na Indonésia estavam ativos e soltando cinzas no meu trajeto pretendido. Voos cancelados, aquele caos. Resolvi partir pro plano “B” que era conhecer Bangkok; eu havia lido sobre a capital da Tailândia, mas como tinha planejado uma semana de praia com a família e as sobrinhas amadas que há época moravam em Singapura, havia descartado a possibilidade e focado em Bali, local que meu primo Gil já conhecia bem e poderia me ajudar nas dicas de exploração da ilha.
Infelizmente a família e as sobrinhas tentaram chegar a Bali com um voo por Jacarta, e foram barrados no baile. Tiveram de retornar pra Singapura cansados e frustrados dessa aventura.
Como planejar e executar uma viagem de última hora? Eu aprendi na prática:
Primeira coisa foi ligar na companhia aérea e tentar remanejar o voo pra o destino que eu queria; se não conseguir, pedir o reembolso. O hotel de Bali consegui desmarcar. A segunda coisa é reservar um hotel em Bangkok, e essa decisão se baseia basicamente em 3 coisas: localização, preço, e nota dada pelos outros hóspedes previamente.
Como faço geralmente isso: vou no booking, ou em qualquer outro site desses que ofereçam essas informações e saio analisando primeiro o mapa da cidade e a localização dos hotéis, que geralmente se concentram nas melhores regiões. Se houver mais de uma região, eu faço uma pesquisa rápida no google pra diferenciar duas ou mais áreas de uma cidade e descobrir qual é a que tem o meu perfil para aquela viagem. Depois disso saio clicando em cada hotel dessa região e comparando eles, seus preços e notas dos hóspedes. Com base nas notas dos hóspedes, ainda, se tiver um tempinho, vou nas notas mais baixas e leio algumas críticas sobre o empreendimento. Se forem críticas aceitáveis, faço a reserva no local, se não forem aceitáveis, procuro outro hotel. Foi assim que cheguei à conclusão de me hospedar na região que circunda a Sukhumvit Road, entre os bairros de Watthana e Din Daeng. É uma área bem servida por metrôs aéreos, shoppings centers, comida de rua e prédios modernos, mas também não é distante da região histórica do centro da cidade onde estão os templos budistas.
Meu primeiro destino no Sudeste Asiático tinha sido Singapura (um primo e sua família moraram lá por 10 anos), e Singa, para os íntimos, não pode ser considerado um destino típico da região: ele é bastante rico (paraíso fiscal), desenvolvida (investe MUITO em educação há mais de 50 anos), com um belo plano urbanístico, jardins muito bem cuidados e diversas leis e regras rígidas de comportamento: chicletes, por exemplo, são proibidos por lá. Já Bangkok, essa sim, pode ser considerada meu verdadeiro primeiro destino típico do Sudeste Asiático, pois tem pobreza e riqueza, é subdesenvolvido assim como nosso Brasil, com ruas e avenidas mal desenhadas, trânsito intenso e caótico, às vezes com o esgoto aberto correndo ao lado da barraquinha de comida e MUITOS monges budistas por toda a região central da cidade. Uma das regras que vi no metrô de lá é que se deve dar preferência ao monge budista nos assentos; outra é que é proibido comer durião (DURIAN em inglês) no transporte público, pra não infestar o ar com o cheirinho característico dessa fruta que visualmente é similar a uma jaca, mas cujo cheiro e aroma lembra mais uma mistura de gás de cozinha com alho e animais putrefatos (na minha humilde opinião).
Uma vez fui tomar um sorvete em Bali e havia vários sabores clássicos, e outros mais regionais como o durião. Resultado, o durião é uma fruta com tanta atitude e personalidade que acabou deixando todos os outros sorvetes com o seu gosto! Prove, se for curioso, uma vez na vida. Pode ser que você se vicie. Eu não gosto muito não. Mas tive a brilhante ideia de no fim da viagem comprar um pacote de balinhas de durião pra trazer para os “amigos”. Fez o maior sucesso, como você pode imaginar… Já pensou no Halloween oferecer para a criançada?!
Um dos seus focos nessa Bangkok frenética DEVERÁ ser a ALIMENTAÇÃO, com certeza. Mas não se esqueça das caminhadas para a boa digestão, pois os temperos e os métodos de cocção podem ser por vezes pesados, e os passeios nos lindos templos budistas muito bem conservados de sua área central histórica. A cidade é bastante plana. Se quiser se aventurar numa bike no meio daquele trânsito louco, eu não recomendo. Melhor pegar um tuk tuk, ou o metrô, quando for conveniente.
Vá vacinado, por favor; e não falo somente da febre amarela, falo das ARMADILHAS PARA TURISTAS (famosas tourist traps).
O Tonho aqui mesmo foi um que inadvertidamente caiu numa dessas armadilhas. Sabe como? Sendo ingênuo… ora, pois. Dando ouvido a um garotinho que falava muito bem inglês no caminho entre uma saída de metrô e o famoso TEMPLO DO BUDA DEITADO (What Po).
O templo e o Buda em si já valem o passeio! Ele fica deitado dentro de uma nave (leia-se: construção) e tem “somente” 46 metros de comprimento e é todo dourado (equivalente a um prédio de 15 andares). Acostume-se com as cores dourado e vermelho; essas predominam nos templos e na decoração de modo geral.
Mas voltemos à armadilha: o garotinho de seus 13/14 anos com o inglês muito bem articulado me interceptou no meio da rua perguntando se eu estava indo ao Templo do Buda Deitado, e já emendando que ele estaria fechado para o almoço, que eu iria dar de cara com a porta dele serrada;
sugeriu um outro passeio para aquele horário que valeria muito a pena que consistia num tour de barco pelo Rio Chao Phraya e os diversos canais que fazem de Bangkok a Veneza do Sudeste Asiático; informou que o passeio passaria por esses canais em que existem construções históricas muito interessantes e puxou um mapa em que mostrava por onde ir pra chegar a um porto pra pegar o tal barco; ainda me aconselhou a pegar um Tuk Tuk até o porto e que o valor da corrida seria XX bahts, mas que eu só pagasse X bahts mediante negociação; da mesma forma eu deveria negociar com o barqueiro pelo passeio e barganhar para metade do valor que o “inocente” garotinho me informou.
Resultado: cai na conversa dele. O passeio foi exatamente o que ele disse, com uma exceção: os canais e as construções históricas não foram tão interessantes assim (ao menos as que eu vi). Mas de fato, pude comprovar que o rio Chao Phraya é gigantesco e que os canais da cidade de Bangkok são utilizados inclusive por barcos de transporte público entre os seus diversos bairros. Também consegui ver um lagarto gigante que mais parecia um jacaré nadando em um desses canais. Você provavelmente já deve ter visto um meme nas redes sociais em que um lagarto gigantesco aparece subindo uma prateleira de um supermercado e uma frase mais ou menos parecida com essa aparece: “adivinhe que país é esse apenas por essa imagem?” Pois bem, bem vindo à Tailândia!
O garotinho deve ter ganhado um trocado e continuou girando a roda do turismo em sua terra. Tudo bem, não fui roubado, nem sofri grandes traumas. Ops… Apenas digo que em um lugar ou outro do Rio Chao Phraya e seus canais senti cheiro de esgoto. E aquela água que batia na lateral do barco acabou batendo na minha canela. Devo ter passado a mão ou eu devia estar com alguma mordida de mosquito ou ferida. Só sei que nas semanas seguintes desenvolvi erisipela. Fiquei com as canelas avermelhadas e inchadas. Eu já estava no meio do caminho de volta pro Brasil, em Istambul (Turquia) e fui a uma farmácia. Expliquei para a farmacêutica o que estava ocorrendo com minhas pernas e ela me passou umas pomadas turcas que ajudaram a desinflamar as feridas. Só no Brasil, fazendo exames de sangue e descrevendo para um médico especialista o que havia acontecido foi que esse diagnóstico ocorreu: ERISIPELA. Então a armadilha pro turista teve sim consequências. Mas felizmente foram pequenas.
Sigamos para o próximo post!
Vamos ao que interessa: aos TEMPLOS e às COMIDAS (restaurantes/barraquinhas de comida de rua)














